A chegada em cada novo lugar é um momento especial

É, cada vez que passo pela imigração de um novo país, caminho até a saída, e vejo a porta automática abrir é uma emoção diferente. São minutos de tensão, de frio na barriga…. E é inevitável, após sair, lendo as placas procurando pelo táxi, pelo trem ou qualquer coisa do tipo, mesmo com tudo em inglês ou espanhol rola uma dificuldade para “entender” o que está acontecendo… “quem estou, ou onde sou, para onde é”.

Passado o momento de leseira, até o cérebro se ambientar, sigo o caminho, receoso de estar indo na direção oposta, mas sempre confiante de que no final dá tudo certo. A tranquilidade só vem quando chego ao destino, ou quando saio da estação de metrô e ligo o gps que mostra que estou no lugar certo.

Depois de andar uma quadra, já não sei mais se estou no caminho certo…. Tudo é novo, nenhum prédio, nenhuma placa, nenhuma rua faz referência a nada que você conhece… É muita informação nova, e as vezes minha cabeça demora a absorver. Já cheguei a andar em círculos, sem perceber, ou só tendo certeza da idiotice depois de passar a 3a. vez pelo mesmo canto. Acho que é a mistura de emoção/adrenalina, insegurança e o bombardeio de coisas novas que fazem com que a gente fique meio bobo. Por isso é tão importante ter um mapa em mãos, seja ele em papel, ou eletronicamente no seu smartphone.

Quando passo pelo hostel antes de partir em direção ao desconhecido, apesar da ansiedade e curiosidade gigaaaante, bate aquela preguiiiiiiça… E a gente pode dar várias desculpas honestas para ela, afinal, fatalmente foi uma viagem longa e cansativa… Mas para mim, tem algo mais…. Nosso subconsciente quer nos proteger, nos deixar na zona de conforto “não, não se jogue, não saia lá fora, você não sabe o que te espera”. De alguma forma, alguma parte de mim pede para não sair, atrasa minha saída…. atrasa a escolha pelo primeiro local a ser visitado. Te instiga à preguiça, te instiga fome, te instiga a ir ao banheiro! A natureza do ser humano, mesmo do curioso, é manter-se seguro!

Não sei se para todo mundo é assim, e posso dizer que nem sempre é assim para mim… Mas a certeza que tenho, é que tudo isso vale a pena, e o sentimento de passar por estas primeiras horas em cada lugar, é algo que definitivamente me move para a próxima viagem, e me faz melhor, mais corajoso e sábio!

Chegada em Tóquio com equipe de reportagem japoneses
Chegada em Tóquio com equipe de reportagem japoneses

 

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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