Aquela sensação que bate na hora de embarcar de volta para casa

Passado o raio-x me deparo mais uma vez com uma sala de embarque voltando para casa. Vou procurar meu portão enquanto olho as lojinhas no meio do caminho. Mentalmente e inconscientemente faço uma revisão e um balanço da minha viagem e, mais uma vez, penso: que viagem!

A gente sempre pode se surpreender em uma viagem, mas mesmo sabendo disso, continuo me surpreendendo a cada novo destino. É impressionante, é revigorante!

Bom, para me fazer claro…

No primeiro dia off desta viagem (para o México), mudei meus planos para acompanhar meu amigo. Curiosamente (para mim), com apenas meio período, ele escolheu dentre todas as opções, ir à Basílica de Guadalupe e eu o acompanhei. Se eu tivesse ido sozinho, teria ficado muito menos tempo (mas provavelmente nem teria considerado o destino). Mas foi sensacional….

Foi sensacional porque o lugar é muito bonito e tem uma vibração muito boa! Mas nada como ir a um lugar deste com alguém que é religioso, pude ver e sentir tudo de uma maneira muito diferente. Já fui a muitos lugares como este e de diversas religiões, e posso dizer que estar com alguém que realmente sente o lugar é uma outra experiência.

Vista do alto da Basilica de Guadalupe, Cidade do México
Vista do alto da Basilica de Guadalupe, Cidade do México

No dia seguinte, nas pirâmides de Teotihuacan, outra surpresa… E, por favor, não me entendam mal…

O lugar é sensacional, lindo e tem uma história toda que ainda precisa ser revelada. Eu poderia ficar sentado no alto daquelas pirâmides por horas (em uma delas, fiquei por volta de 30 minutos). Porém a magia do lugar escorre por entre os dedos com a quantidade de vendedores que te abordam e que ficam fazendo barulhos e mais barulhos com seus produtos até assustando de propósito as pessoas.

Tudo bem, era para ser um passeio diferente, até espiritualizado (como Machu Picchu), mas se tornou uma experiência cultural para observar como os mexicanos lidam com sua história, suas relíquias e com a oportunidade econômica que isso traz.

Para o último dia, deixei o “menos importante”, visto que eu teria menos tempo pois teria o voo no mesmo dia. E não é que fui surpreendido novamente? Coyoacan foi sem dúvida o lugar mais interessante e importante que visitei nestes 3 dias.

Deliciosas quesadillas, gorditas e cafés… Vistas lindas no bairro e nas praças. O museu da Frida Khalo, que eu quase não fui, é realmente incrível, mesmo para quem não é fã…

Bom, tudo isso para dizer que cheguei à sala de embarque com o peito cheio de satisfação, mesmo sendo uma viagem tão esperada ou planejada. Seja no caos, na alegria, na religião, na música ou na comida, os mexicanos são intensos… Assim como foi esta viagem, assim como foram e serão tantas das minhas e suas viagens… Viaje!

PS: Escrito diretamente da sala de embarque na Cidade do México, voltando para São Paulo

Quesadilla en Coyoacan, Cidade do México
Quesadilla en Coyoacan, Cidade do México

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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