Japão, isso sim é hospitalidade

Todos falam que o Japão é um país hospitaleiro, e não é invenção de ninguém, é um fato! Que prefiro demonstrar com exemplos que eu vivenciei, aqui de maneira breve, e outros até preferi dedicar um artigo inteiro, tamanha a generosidade no acolhimento!

Fato Um – A Recepção

Para alguns vai parecer bobagem “ah, mas aí é diferente”… Mas quero ver quem aqui já fez isso por alguém, ou conhece alguém que tenha feito, aqui no Brasil, este país tão hospitaleiro.

Uma amiga minha (Eliana Mendes), me indicou um amigo que conheceu em Dublin, na Irlanda, o japonês Takuji (acima), que não só me ajudou nos preparativos, tirando dúvidas, como no meu primeiro dia, me encontrou às 10h da manhã, fez um baita tour, e me deixou às 9 horas da noite. E neste interin, além do guia turístico, me preparou um bolinho de arroz para um snack durante o dia, pediu aos pais dele para nos dar carona e me levou ao restaurante do pai dele, onde comi e não aceitaram o meu pagamento.

Não preciso dizer que iniciei com o pé direito, com destaque para o jantar… inesquecível, por tudo, por cada detalhe!

Robata variada em Okinawa
Robata variada em Okinawa

Fato Dois – No metrô/ estação de trem

Não foi uma, foram inúmeras as vezes que, após eu olhar o mapa, olhar celular, olhar painel – destaque para os trens em Osaka, me perdi demais naquele lugar, afeee…. do nada surgia alguém oferecendo ajuda, na maioria das vezes sem falar um “a” de inglês, e 99% das vezes não se tratava de um funcionário.

Mais além, me lembro de pelo menos duas vezes nos 18 dias que estive no Japão, de me acompanharem até o meu destino. Eu pensava “bom, o cara está vindo comigo porque é caminho dele”. Aí a gente chega- va na catraca ou no destino, ele dava meia volta e ia para o outro lado. Ou seja, saiu do seu caminho, para me ajudar.

Fato Três – Do idoso – 70 anos talvez…

Eu sentado no ônibus, observo um senhor idoso em pé. Ofereci meu lugar, levantei, insisti, e ele não se sentou. Passado um minuto ou dois, uma mulher atrás de mim, japonesa, oferece lugar ao mesmo senhor e ele aceita, e senta-se.

Ele preferiu ceder o lugar ao turista… demorou até para me cair a ficha!!!Me emocionei !!

Fato Quatro – à adolescente (12 anos, chutaria)

Saindo do Castelo de Himeji, passo em uma lojinha de souvenirs para comprar meu precioso imã de geladeira. Escolho e vou pagar. No caixa uma menina/ adolescente/ pré-adolescente. Com um sorriso no rosto me entrega o imã em uma pacotinho, e junto, um origami de uma estrela ninja!!! Eu olho para ela, sem entender… e ela diz:

– Gifto, gifto (Gift – presente)

Abro um sorriso, e digo, até meio constrangido…

-Arigatou Gozaimasu (Muito obrigado)

Presente em loja de Souvenirs
Presente em loja de Souvenirs

Fato Cinco – Os bate-papos aleatórios, em qualquer lugar

No trem, em direção a Fuji, um senhor de 70 ano, chamado Jimo – se entendi bem -, que tinha o melhor inglês que vi no Japão, puxou assunto e conversamos por mais de 15 minutos. Ele voltava do trabalho de Hong-Kong, disse que amava trabalhar, que amava o lugar onde morava, que preferia viajar para traba- lhar e continuar perto do Fuji e seus lagos, \a se enfiar em Tóquio!

No restaurante, me lembro de pelo menos três ocasiões de pessoas observando que eu estava sozinho, se aproximando para conversar. Perguntando de onde teria vindo, do que gostava, por que o Japão, e até, vendo a minha curiosidade no cardápio, dividindo comida do próprio prato. Preciso mencionar a mais especial delas, que merece ser contada a parte…

Fazendo amigo no Restaurante Sushi
Fazendo amigos no Restaurante Sushi

Fora tudo isso, – e mais situações que possa ter esquecido ou nem mesmo percebido, neste nosso jeito pouco atento de cidadão da cidade grande e de pouca educação-, apesar da dificuldade enoooooorme de se comunicar algumas vezes, poderia apenas citar uma ou duas vezes que não fui bem atendido, que não havia um sorriso no rosto, ou que não me acompanharam até a porta, curvando-se demonstrando gratidão e respeito… Os exemplos bons, o sorriso, o respeito e a boa vontade, são tão absolutos e onipresentes que qualquer situação contrária, me dá a certeza que era felizmente, somente alguém em um mal dia, que no dia seguinte, certamente me acolheria como todos as outras centenas de pessoas que me atenderam, serviram, ajudaram ou simplesmente me olharam com ternura e boas vibrações… =o)

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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