Não limite a sua viagem, não se limite: Tente, erre, acerte, goste e não goste!

Se tem alguém que mordeu a língua nesta vida, este alguém fui eu! Desde os tempos de adolescente, até os dias de hoje, as viagens vem me mostrando o quanto estava errado, o quanto tenho a aprender, o quando não devo falar as coisas sem conhecimento de causa…

Sopa de Tripas em Belgrado, Sérvia
Sopa de Tripas (já pela metade) na ? Tavern em Belgrado, Sérvia

Tudo começa na minha adolescência, eu, moleque Paulistano com P maiúsculo gostava de proferir a frase: “EU ODEIO MATO! ODEIO BICHO!” Não demorou muito, quando comecei a “botar as asinhas de fora” – como diria minha mãe – aos 18 anos, em uma viagem para Ubatuba, fui para a cachoeira do Félix… A trilha para chegar era de 5 minutos e o lugar é sensacional… Ali, tomei a primeira lição, e simplesmente amei o lugar… sou obcecado por cachoeiras – sim, sigo assim até hoje!!! Um pouco depois, fui a Ilha Grande no Rio de Janeiro para um ano novo, mais uma vez a mãe natureza ensinou uma lição ao filho falastrão!!!

Teimoso, apesar destas e outras situações, parti para a Irlanda ainda com este “paradigma” na cabeça… Enquanto estive lá, todas minhas viagens foram para destinos mais famosos pela sua história e arquitetura do que por qualquer beleza natural: Paris, Londres, Roma, Amsterdã, Bruxelas, etc. etc. Raras exceções foram minhas viagens pela Irlanda, já no último mês de estadia, conhecendo , por exemplo, os famosos Cliffs of Moher  e o fantástico Giants Causeway.
Cliff os Moher, região do Galway, Irlanda
Cliff os Moher, região do Galway, Irlanda

Mas nestas viagens no período do Intercâmbio, tirei um aprendizado em relação a comidas… Sempre fui muito fresco com comida – e ainda sou no dia-a-dia, mas quando se trata de comidas locais eu praticamente não tenho limite. E isso mudou definitivamente para mim quando estive na Bélgica, quando pude experimentar um escargot – em uma barraca na rua, sem glamour algum – em um festival de cervejas, onde também estava experimentando diversos tipos de cerveja. Dali em diante, a minha disposição para comidas foi mudando, e hoje, para mim, os pratos locais são tão importantes quanto os principais pontos turísticos do local.

Ainda resistente – e sem perceber esta mudança inevitável e sem volta -, segui fazendo viagens para o exterior em que o ambiente urbano era o principal atrativo, com raras exceções… Porém, em duas viagens para o Leste Europeu, caíram no meu roteiro mais algumas maravilhas da natureza, sendo as que mais me marcaram, Morskie Oko na Polônia e as praias de Kotor e Budva em Montenegro.

Morskie Oko, Zakopane, Polônia
Morskie Oko, Zakopane, Polônia

Na última viagem (10 anos depois da Cachoeira do Félix), para o Panamá, fui consciente que era uma viagem muito mais pela natureza que pelo resto e foi simplesmente fantástico!!! Só posso agradecer a mãe natureza mais uma vez: MUITO OBRIGADO!!!

Tomando banho na Isla Perro em San Blás, Panamá
Eu e a Natureza na Isla Perro em San Blás, Panamá

Esta é minha pequena história, e o motivo pelo qual hoje acho que posso dizer coisa do tipo: “Larga a mão de bobeira, é só um mosquitinho, não vai morrer”, “Come logo cara, é pela experiência, larga de frescura”, entre outras coisas, para encher a boca e dizer :

“NÃO SE LIMITE”. Às vezes a gente ACHA que não gosta, ACHA que não quer, ACHA que não vale a pena… A minha sugestão, para você, mas principalmente para mim, é: ”

VIAJE, TENTE, NÃO SE LIMITE, SENÃO NUNCA SABERÁ SE VALE A PENA!!!”

A bailarina de Budva, Montenegro
A bailarina de Budva, Montenegro

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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