Obstinação, teimosia, egoísmo ou o que?

Chego a mais um embarque e cada vez é diferente, os sentimentos que precedem o embarque e o encontro com o desconhecido variam muito. Eu poderia dizer que dependem de uma série de fatores, mas a bem da verdade é que é uma daquelas coisas imprevisíveis e inexplicáveis da vida.

Com uma mistura de sono e ansiedade, sento e tomo um café enquanto espero que abram o check-in (as 3h da manhã).

A escolha pelo destino eu já falei aqui: custo, destino que minha mulher já conhecia, um roteiro fácil por ser tratar de um país pequeno e VULCÕES, algo que ainda só vi de longe.

Para outros destinos me perguntavam? Mas o que você vai fazer no Japão? Por que Kosovo? Fazer o que na Bolívia? Mas, desta vez foi diferente… A pergunta foi outra:

Mas como assim você vai viajar?

Por uma circunstância da vida, muita gente achava que eu não deveria embarcar (ninguém está doente ou ficará desamparado, fiquem tranquilos). E eu poderia dizer que ao mesmo tempo, destes muitos, poucos prezarem por empreender tempo suficiente para compreender (talvez por isso eu ainda sinta esta vontade de escrever este post, e quem sabe explicar, diminuir a ignorância de quem negligencia pensamentos distintos).

Existe uma coisa que aprendi neste 2015: se você sonha com algo, não basta querer, não basta começar a fazer, não basta ser bom em algo… O mais importante de tudo é DECIDIR! Decidir é definir metas e prazos. Decidir é saber que não existe certo e errado (para nada, nada mesmo!) então, mesmo que doa por um lado, saiba que alegra-se por outro… as coisas se equilibram, é a ordem natural da vida.

Outra coisa que aprendi, de maneira até engraçada com uma colega de trabalho que é ”Eu sem eu não vivo!” Pode soar cruel, solitário, tosco e tudo mais… Mas a pessoa mais importante do mundo para você é você (vou escrever um livro de auto-ajuda, o que acham?). E a pessoa mais importante da minha vida, tomou algumas decisões importantes e viajar, é uma delas!

A ansiedade, o sono, a ”culpa” e uma certa indignação me acompanharão nestes voos. Se isso tudo me gera um bocado de dúvidas e confusão agora, eu me apego a uma única certeza: mais uma vez, não serei a mesma pessoa depois de uma viagem.

Não os critiquem, eles são exatamente o que nós seríamos sob idênticas condições.

Abraham Lincoln

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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