Alugando carro e dirigindo em Portugal

Na viagem à Portugal, dirigi quase  2000 km em 8 dias e posso dizer que foi bastante tranquilo, assim como foi na Patagônia, Costa Rica e Montenegro e certamente mais calmo que no Panamá.

Reservei com a Enterprise que tem parceria com a Guerris, empresa local. Na chegada, foi mais de 1 hora na fila para retirar o carro, mas isso não privilégio desta CIA. Visto o verão a demanda aumenta e isso soma-se ao fato de que o vendedor tentar te empurrar de um tudo: Upgrade para um carro melhor, seguro, GPS, Sem Parar etc. Demorei uns 20  min para conseguir sair com a chave.

Na hora de pegar o carro, uma surpresa lusitana. O carro não tinha pneu step, ele tinha só um kit de reparos (me senti alugando uma bicicleta). Por outro lado, peguei um carro com 1100 km rodados.

Das opções todas que a mocinha me ofereceu, aceitei apenas o “Sem Parar”. Já sabia que dirigiria mais de 1500 km, então achei que 1,50 euro/dia valia para furar os pedágios (que ao final contabilizaram por volta d e 78 euros).

Eu peguei o carro mais barato disponível (102 euros por 8 dias), o que foi um erro. Isso porque ele era a Gasolina, mais fraca e mais cara que o diesel. Então, na hora de reservar, pegue um carro um pouquinho melhor, pois todos serão a diesel. No final a conta total será mais barata.

Agora, e quanto a dirigir em Portugal efetivamente?

Nas Estradas – todas são excelentes as “autoestradas” são bem retas. Velocidade máxima de 120km/h, mas na prática a média é 130-140km/h. Um ponto de atenção apenas é que (assim como na Patagônia) tem lugares realmente com ventos muito fortes, então é preciso redobrar o cuidado, pois realmente desestabiliza o carro.

Nas Cidades – Bem tranquilo também, pessoal bem educado com outros carros e principalmente com os pedestres.  Nos centros históricos as coisas são bem confusas, por vezes tive que dar a ré porque estava entrando na contramão. O Waze ajudava como sempre, mas ele fazia algumas loucuras também, por exemplo, coloquei para ele me levar ao estádio do Porto FC. Ele me levou, só que a um túnel que passa embaixo do estádio. O mesmo aconteceu em uma igreja em Braga. Enfim, como disse, nos centros é um pouco confuso e até o GPS se confunde.

Dirigindo nas ruas antigas e estreitas nos centros históricos de Portugal
Dirigindo nas ruas antigas e estreitas nos centros históricos de Portugal

Rapidinhas sobre dirigir em Portugal:

  • Estacionando na rua – Existem lugares pagos e gratuitos, é preciso ficar atento às placas e à presença de parquímetros – o custo da hora na rua varia de 50 centavos a 1,20 euro. Outra coisa para ficar atento são às placas de vagas exclusivas para deficiente, polícia, hotéis, restaurantes etc.
  • Estacionando em estacionamentos – Evite, é caro. Cai na besteira de deixar a noite toda em Lisboa e deu quase 30 EUROS!!!!
  • Abastecer – Muito similar ao que acontece nos EUA. Não tem frentista e você mesmo abastece. Cômodo, rápida e sem estresse. Depois é só ir lá na lojinha pagar. BTW, todo posto tem loja de conveniência…
  • Vale um capítulo a parte aqui. Nas estradas, tem placas dizendo a quantos quilômetros estão os próximos postos e  qual preço. É sensacional!

Por fim, a devolução do carro seguiu o protocolo de qualquer lugar do mundo: tanque cheio, checagem se não tem avarias, paga os excedentes (que neste caso foram os pedágios) e pronto… É só embarcar de volta para casa ou para a próxima parada! 🙂

Finalmente chegando no estádio do Porto FC, Portugal
Finalmente chegando no estádio do Porto FC, Portugal

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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