Roteiro de Viagem – 6 dias na Patagônia (Argentina e Chile) + 2 em Buenos Aires

A Patagônia é sem dúvida um destino lindo. Alegra os olhos não só nos passeios, como na estrada e em todo lugar.

Além de alegrar os olhos, é também diferente de tudo que já tinha visto, e por isso, apesar de caro, valeu muito a pena nesta passada por Argentina e Chile.

Dia 1 – Chegada a El Calafate

Cheguei na cidade por volta das 14h e retirei o carro e fiz check-in. Fui às agências que tinha reservado os passeios para acertar os últimos detalhes e comprei as coisas para o tour do dia seguinte (lanches para levar). Ainda deu tempo de ver o por do sol na Calle 200, um espetáculo!

Dia 2 – Mini Trekking e passarelas Perito Moreno

Dia dedicado ao principal passeio do local: o tranquilíssimo Minitrekking que toma cerca de 4h e depois da caminhada pela passarelas do Perito Moreno que leva cerca de 2h. O tour (1500 pesos já inclui fazer os dois, assim como a entrada do parque (200 pesos). Sai do hotel as 8h, e fui chegar quase as 18h de volta.

A noite, fui no Don Pichón. Recomendo a sobremesa Copa Don Pichón, nham nham…

Escalada no Glaciar de Perito Moreno, Patagônia Argentina
Escalada no Glaciar de Perito Moreno, Patagônia Argentina

Dia 3 – Catamaran Rios de Hielo

O Passeio sai as 8:30 da manhã do Puerto de las Banderas (para que vai de tour, sai as 7:15 da cidade). Como estava de carro, o preço por pessoa foi 1100 pesos.

O passeio retornou as 14h e no geral foi bem monotono (muito tempo navegando, navegando), entretanto o barco é bom e o que se vê nos glaciares é muito legal mesmo! O Upsala é o segundo maior da Patagônia e o Esperazzini é o que tem paredes mais altas de gelo.

De lá, passei em El Calafate para comer, comprar comes e bebes para a longa viagem, enchi o tanque do carro e parti rumo ao Chile, Parque Nacional Torres del Paine. Onde cheguei de madrugada – não recomendo, melhor ir de dia para aproveitar a viagem.

Em El Calafate fica no Hotel ACA. Muito bom.

Dia 4 e 5 – Torres del Paine

No primeiro dia, fiz a trilha do Monte Ferrier, a caminhada de 4 – 5 horas vale muito a pena. Vão te dizer que a vista dos 380 metros de altura já é legal, mas as dos 700 m é muito melhor e recompensadora.

No final da tarde, fiquei tirando fotos do por do sol e do nascer da lua cheia no Lago Grey.

No dia seguinte, já indo embora, o caminho é o tour. Passei por: Laguna Sarmiento, Salto Chico, Salto Grande, Laguna Nordjeski, Laguna Prehoe… Ao todo umas 3 – 4h para ver tudo com bastante calma e sair do parque.

Entrada no parque é grátis e a qualquer hora do dia.

Fiquei no Hotel Lago Grey, linda vista, tudo funciona. Ótimo.

Passei a noite em El Calafate para quebrar a viagem. Sai de Torres as 11h, cheguei em Calafate as 22h. Claro, considere que das 11 as 17h eu estava fazendo turismo em Torres.

Agradecendo a natureza no Monte Ferrier em Torres del Paina, Patagonia Chilena
Agradecendo a natureza no Monte Ferrier em Torres del Paina, Patagonia Chilena

Dia 6 – El Chalten

Duas horas e meia de carro de Calafate até El Chalten pela bela e famoooosa Ruta 40. Cheguei por volta das 13h e fiz um almoço leve para seguir para a trilha da Laguna Capri – 4km cada trecho, tudo bem tranquilo 1:20 cada trecho mais uns 20-30 minutos por lá – trilha para iniciantes e idosos hehe e no final o lugar é maravilhoso!!!

No dia seguinte, fiz a trilha para o Mirador Torre (que é caminho para uma das principais trilhas – Laguna Torre, 9km). Trilha muito tranquila e vista bonita aparentemente, pena que estava com muita neblina e não consegui ver o Cerro Torre. Aproximadamente 1h para percorrer os 3km de ida, e mais 1h para a volta.

Havia reservado o hostel Lo de Trivi – NUNCA fiquem lá. Por quatro vezes tentei fazer checkin e não tinha ninguém na recepção tive que ir atrás de outro. Fiquei no Hostel Rancho Grande, gostei.

Tomei um café e voltei para Calafate para passar a noite antes de partir. Fique no Hotel Terrazas de calafate- 50% mais caro que o ACA, mas realmente muito bom, vista linda.

Magnífico Fitz Roy refletido na Laguna Capri em El Chalten, Argentina
Magnífico Fitz Roy refletido na Laguna Capri em El Chalten, Argentina

Dia 7 – Ida para Buenos Aires

São poucos os voos, estão se programe. Se eu tivesse organizado melhor minhas idas e vindas, poderia ter voltado no dia 6 mesmo.

Jantei em San Telmo na chegada, bom restaurante Il Nono Bachicha.

Dia 8 e 9 – Buenos Aires

Em 2 dias é possível passar pelos principais pontos da cidade. No primeiro, na ordem, fui ao Caminito, Casa Rosada/ Plaza de Mayo, Puerto Madero, Calle Florida e Retiro. A Noite, jantar (160 pesos/pessoa) e show (240 pesos) no bonito e mediano Café Tortoni.

No segundo, fui à feira de San Telmo, à Recoleta e Floralis Genérica e terminei os passeios nas ruas de Palermo. Poderia ter ido ao Palácio Barolo para vista Panorâmica, mas não rolou por falta de tempo.

Considerações Finais – Roteiro de Viagem Patagônia

  • 6 dias me pareceu adequado para este trecho da Patagônia. Se tivesse arranjado melhor algumas, não precisaria ter ficado o sétimo dia, de qualquer modo, foi bom para descansar. PS – 6 dias foi adequado se você não foi querer fazer o W em Torres ou o Fitz Roy em El Chalten, que são trilhas de alguns dias.
  • UPDATE: Na data da viagem, paguei no Peso R$ 0,37 na média e R$ 3,2 no dólar. Veja mais aqui sobre os custos da viagem.
  • Fui em maio, muita coisa fechada (passeios, hotel, restaurante, lojas etc.). Em El Chaten, inclusive as trilhas principais (Fitz Roy e Laguna Torre) estavam fechadas. Em El Calafate, o passeio Big Ice não funciona, Estância Cristina fecha e o passeio de barco Todo los Glaciares também. De verdade, de todos, único que iria era o Estância Cristina, porque era algo diferente, os outros já parecem ser atendidos pelos passeios que fiz.
  • Passeio no Lago Viedma (maior glaciar da Patagônia), não funciona todos os dias, se quiser ver, programe-se.
  • Tudo é muito caro, passeios, comidas, tudo. Um cafezinha na rua (só o café) sai de R$ 10 a 15, dificilmente vai almoçar por menos de R$ 40.
  • Leve segunda pele (roupa quente que se põe por baixo das outras).
  • Leve luvas quentes, de preferência impermeáveis.
  • Leve tênis apropriado para trekking para trilhas no gelo, neve, terra molhada.
  • Calça e blusa impermeáveis. Levei uma calça tipo capa de chuva e serviu. Me manteve seco e não precisa ficar lavando.
  • Alugar o carro foi cômodo, mas não necessariamente econômico, mesmo estando em casal. Alugue com antecedência, tentei a Hertz (por exemplo) e já não tinha disponibilidade um mês antes.
  • Os tours e trilhas não precisam de guia, tudo muito bem sinalizado para uma caminhada autoguiada

 

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Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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