Quando fazer a sua primeira viagem ao exterior?

Amanhã, o quanto antes, o mais rápido possível… Faça desta vontade algo urgente, indispensável e impreterível, não deixe para amanhã, tampouco para mais tarde.

Fazer sua primeira viagem ao exterior é uma emergência! Não se deve adiar a experiência mais sensacional da vida ou a segunda mais sensacional, depois de ter filhos, segundo aqueles viajantes que já são pais.

Como alguns outros momentos na vida, aqueles primeiros dias em um novo lugar, com novas pessoas, são transformadores e faz de cada um de nós, uma pessoa diferente, melhor, mais empática.

Galera do hostel em Osaka
Australianos, Coreano, Japonês e muito mais. Galera do hostel em Osaka, Japão

Quando chegamos a primeira vez na escola, aquele choque de que o mundo não é só nosso, e que nem sempre as pessoas terão a atenção só para nós. Um pouco antes, nossos pais se encontram com alguém que tem também um filho pequeno, e a gente fica enciumado, chora, e logo consegue de volta toda a atenção dos nossos pais. A gente vê que no mundo não serão só nós, mas a ficha só cai após alguns meses na escolinha… Por natureza somos egoístas e egocêntricos, nossos pais só reforçam isso, e a escola é a primeira oportunidade de aprender algo neste mundo…

Pouco mais tarde, descobrimos que brigar com o sexo oposto não é a parte mais divertida, e sim pegar na mão, dar o primeiro beijo, e  claro, debutar nos lençóis do amor. Mais do que a primeira vez, o caminho para chegar até lá nos define fundamentalmente como pessoas. Se na escola vamos nos tornar egocêntricos pelo resto da vida, talvez nesta oportunidade sejamos definidos como lentos, atirados, cafajestes ou seja lá o que for….

São muitos momentos da verdade que nos definem, e existe,  para mim, uma oportunidade única para redefinirmos as regras do jogo…. uma situação que reavaliamos tudo que conhecemos em um período muito curto: Os primeiros momentos no exterior, em um lugar novo, com pessoas novas, com novas referências de vida, e o quanto mais diferente este lugar, melhor será.

  • Quando cheguei nos EUA, descobri que ir a balada e não ver ninguém se beijando, é algo normal. E, em conversas pela rua, descobri que quem faz a reforma da escola pública nem sempre é o governo, e sim muitas vezes a comunidade.
  • Quando fui ao Japão, percebi que aqui criança só tem idade mínima para sair sozinha porque não existe segurança na rua, porque não existe confiança na sociedade… Isso no Brasil, pois no Japão, isso tudo existe e as crianças andam sozinhas na rua… a escola faz excursões de trem, metrô etc.
  • Na Europa, aprendi que peixe e porco são comidas mais comuns que boi e frango. Aprendi que não importa como você se veste ou corta o cabelo, ninguém te recrimina na rua.
  • No Panamá, reparei que água era mais cara que outras bebidas industrializadas, e que os recursos naturais não são abundantes em todo lugar.

Enfim, o que quero dizer com tudo isso, é que quando vamos a um lugar completamente novo, aprendemos novas referências, novas regras para nossas relações com as pessoas e com o mundo e isso é fundamental para vivermos melhor em comunidade e realmente transformarmos nossa vida, das pessoas que amamos e do nosso país, ainda tão jovem e ignorante.

Viaje, mas viaje amanhã, não há tempo a perder quando o assunto é mudar o mundo, mudar o seu mundo para melhor!  =o)

Meditando com o Daibutsu em Kamakura, Japão
Meditando com o Daibutsu em Kamakura, Japão

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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